Gestão de Capital de Giro

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Gestão de Capital de Giro
Então, para começar: O que é CAPITAL DE GIRO ?

Capital de giro é o dinheiro que sua  empresa precisa ter para operar (dar vida) seus negócios no dia a dia.

Sem dinheiro no dia a dia sua empresa fica doente e morre.

Dito desta forma parece trágico, mas, por outro lado,  tudo tem solução, claro se você  estiver preparado.

Ou seja, não baste  só saber , mas sim estar plenamente consciente da importância do CG.

Desta forma, você vai se  prevenir com um bom planejamento para suprimento caixa, com estratégias inteligentes e adequadas de compra e venda. Agindo assim os problemas serão minimizados  e a possibilidade vida longa será bem mais provável.

Levar em conta o capital giro adequado ao negócio é uma forma racional para equilibrar com o lado emocional que carrega o glamour importante da venda, da exploração de mercado, do embalo dos sonhos de criação produto ou serviço inovador. Ou ainda aquela empolgação por aumento e venda, descoberta de novos mercados…..

Tudo maravilhoso! Mas, sem o capital giro adequado pode ser um Rally perigoso demais.

Consultoria Gestão Financeira

Bem, mas na prática, é apenas  necessário  entender que capital de giro é  uma reserva financeira para bancar a operação. Repetindo: “Uma reserva financeira”.

Exemplo, imagine que você vai começar  alguma tipo de negócio. Então  ao entrar na sua loja, você já começa a gastar, como:  a luz que você acende, o uso da internet, água consumida, a hora de trabalho de empregado que precisa pagar,  a sua hora de trabalho, as mercadoria que precisa comprar,  e mais uma infinidade de outros gastos.

Conforme o próprio nome indica, o capital de giro está relacionado com todas as contas que movimentam o “bolso” da empresa em termos de:  recebimento de dinheiro e pagamentos, no seu o dia a dia.

Diante disto aí tem um coisa importante a levar em conta. É que  suas vendas, de modo geral, não se transformam em dinheiro em caixa no mesmo dia que você fez os gastos  e  independente disto, mesmo assim , você precisa pagar (bancar) os custos fixos.

Para entender melhor tudo isto é preciso levar em conta um pouco de conceito contábil, …não tem jeito!

Então, vamos lá:

Vamos entender o que são Ativos e Passivo de CURTO PRAZO  em linguagem contábil.  Ou seja, ativos e passivos com duração de até um ano.

Ah! , Os ATIVOS que estamos falando sãos representados, pelos   BENS E DIREITOS  que  empresa possui e tem que esperar o momento de que os mesmo se transformem em dinheiro.

Obs. Bens são coisas físicas, como mercadoria e Direitos são uma etapa já próxima do caixa, como cheques a receber ou duplicatas a receber.

Então, mais especificamente, esses ativos são representados por 3 principais tipos:

1- CAIXA propriamente dito- É um ativo já em dinheiro que fica no lá no caixa diariamente  ou em  ou em aplicações financeiras ;

2-DUPLICATAS É aquele dinheiro que se diz a “performar”. Que estão esperando o seu dia de vencimento para serem convertidos em dinheiro e que são relativos a suas vendas a prazo.  Sabe aquele crédito dado aos clientes?

3-ESTOQUE, são produtos ou matérias primas ainda a serem vendidos. Os estoques estão um degrau atrás na engrenagem do giro financeiro. Por giro financeiro quero dizer: Sai dinheiro de caixa para você  comprar mercadoria ou matéria prima; você vende a vista e volta o dinheiro para o caixa e mais o seu lucro ou, você  vende a prazo e fica, esperando esse dinheiro até também entrar em caixa. Isso é o seu giro financeiro.

Obs. Se o seu negócio é prestação de serviços, o estoque é o Tempo. O tempo necessário, contatar cliente, elaborar a solução destinada a um problema e o tempo para receber.

Pronto! Esses são os principais ativos de curto prazo. ….É onde o seu dinheiro está investido.

Em termos práticos, veja Exemplo:

Uma empresa tem R$ 100.000 no caixa + R$ 200.000 em duplicatas a receber e mais 200.000 em estoques de produtos, a soma dará o total de ativos de R$ 500.000,00

Agora, por outro lado, ou, no outro bolso ela tem o PASSIVO . Aqui entra o outro lado da moeda, contabilmente falando.

O passivo é representado por obrigações a pagar (dívidas com fornecedores, bancos ou impostos) e também o o seu dinheiro de capital próprio que foi colocado no negócio.

Ou, melhor dizendo, o passivo de curto prazo  é u-m-a  parte de capital de INVESTIDORES, tais como: os  bancos, os fornecedores, e o governo que lhe dão p-r-a-z-o para você pagar as suas contas.

Assim, considerando ativos de uma lado e passivos de outro lado,  você equilibra a sua necessidade de capital de giro.

É uma equação simples de entender, mas não tão fácil de executar com sucesso.

Ou seja, se é verdade que você tem que esperar para RECEBER  de seus clientes e também ainda esperar para vender os seus estoques, tem, por outro lado, também prazo para pagar os:  FORNECEDORES;    GOVERNO   e  da mesma forma os BANCOS,  que financiaram a sua venda a prazo.

Bem a   outras   parte de passivos  é o capital dos sócios. É o seu capital como dono do negócio.

Ah !  Capital próprio e a soma das reservas de lucros se  chama de:  PATRIMÔNIO LÍQUIDO 

Exemplo da composição de passivos:

A empresa tem R$ 100.000 para pagar fornecedores; R$ 50.000 para pagar obrigações fiscais, mais R$ 100.000 de dividas com Bancos e R$ 250.000 de capital e próprio investido no negocio,somando um montante de R$ 500.000 de passivos.

Resumindo tudo, antes da conclusão…

Bem, como vimos  o dia a dia da empresa precisa de dinheiro para pagar fornecedores, empregados, credores, impostos, prestadores de serviço e de modo geral.

Como as vendas não se transformam em caixa imediatamente, a empresa tem que ter CAIXA  (dinheiro disponível)  para suprir os descasamentos entre valores a receber e valores a pagar.

A administração do capital de giro tem como foco principal evitar que a empresa fique insolvente no curto prazo e que então precise tomar empréstimos de urgência em condições desfavoráveis em termos de custos financeiros.

Para apurar o valor de capital de giro que a sua empresa está precisando é simplesmente fazer a conta da diferença entre os  ativos de curto prazo e os passivo de curto prazo.

No nosso exemplo acima, temos:

Ativos de curto prazo: R$ 500.000,00,

Passivos de curtos; R$ R$ 250.000

Logo, CAPITAL DE GIRO disponível é de R$ 250.000.

Bem, de forma ilustrativa:

O que significa no nosso exemplo a informação de que o capital de giro necessário é de R$ 250.000,00?

É o seguinte: Como  leitura isolada, ou seja apenas saber o valor do capital de giro necessário não significa nada. Mas, agora veja a correlação:.. se você tem uma necessidade de capital de giro de 250.000  e  não está aumentando empréstimos em  bancos; se está pagando normalmente a suas contas e está tendo a lucratividade desejada, isso representa  uma informação importantíssima, pois  você está com o seu ciclo operacional ajustado corretamente.

Parabéns! De aí em diante, você precisa apenas examinar se ainda pode melhorar.

Melhorar significa diminuir a necessidade de dinheiro de capital de giro, sem prejudicar suas vendas.

Logo a sua pergunta seguinte deve ser: como diminuir a necessidade de capital de giro?

Pois bem: Você pode analisar e testar várias formas, como: diminuir vendas a prazo, diminuir estoques ou quem sabe aumentar os prazos de fornecedores? É por aí!

A gestão do capital de giro é fundamental, pois a boa ou má gestão, obviamente, pode melhor ou piorar a vida do seu negócio.

Repetindo: Tudo vai melhorar se você vender mais a vista  do que a prazo, ou se reduzir estoques….ou se os fornecedores aumentarem o prazo de pagamentos.   Bem, se quiser  piorar é só fazer o raciocínio ao inverso. Não é verdade?

Mas para aprofundar  especificamente estaríamos falando de analise do ciclo operacional, que deixaremos para a próxima vez.

 Conclusão

Espero que  este conteúdo tenha deixado  claro sobre a importância do que é capital de giro.

Aproveite, faça suas contas e examine se a sua empresa tem, uma gestão de capital saudável.

Também, verifique  historicamente como foi no passado, e se, para o futuro, suas   projeções de caixa, estão garantindo que você está  operando seus negócios  SEM  necessidades emergenciais de  financiamento bancário.

Análise com cuidado!

Por fim, lembre-se  que um negócio empresarial , financeiramente equilibrado, deve evitar a  DEPENDÊNCIA  de empréstimos bancários, que consumam  sistematicamente parte importante do seu lucro.

Não vamos aprofundar hoje qual os conceitos de endividamento aceitável ou perigoso. Fica também para a próxima publicação.

No mais,

Bons negócios com segurança, lucratividade e perpetuidade!

Carlos Sampaio

Especialista, Consultor Financeiro e Conselheiro IBGC

Para Sua Empresa

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